A via de regra, o homem mais próximo do prefeito de uma cidade é o chefe de gabinete, que tem o papel de filtrar tudo o que acontece ao redor. E em Erechim, quem faz esse papel é Roberto Fabiani, que já passou pela titularidade da Fazenda, e em alguns momentos pela Saúde e também a Administração.
Cercar-se dos seus
Aliás, um prefeito precisa sempre se cercar dos seus e no setor público mais ainda, para não ter dissabores futuros. Para isso, o chefe de gabinete, o procurador do município, o secretário de Administração e o responsável da comunicação devem ser de sua indicação e de extrema confiança.
Reiterar as palavras
Na manhã de ontem (2), em visita ao chefe de gabinete do prefeito, Beto Fabiani, enquanto conversávamos, passaram pela sua sala o procurador Luis Carlos Coffy, o prefeito, Luiz Francisco Schmidt, o secretário de administração, Valdir Farina e o secretário de Obras Públicas, Vinícius Anziliero. Isso para reiterar as palavras que escrevi no início do texto, da importância da função.
Secretarias precisam se falar
Na conversa que durou uns 40 minutos, foi possível extrair algumas diretrizes governamentais a partir de agora. Enquanto conversávamos, sentou ao meu lado o procurador Coffy. Tanto ele, como Beto, sabem que as secretarias precisam falar entre elas, que as informações precisam ser mais rápidas para quem trabalha no setor público.
Zona de conforto
Para tanto está sendo finalizado um edital para ser lançado em breve, sobre um programa atual, que dê respostas rápidas para os gestores agirem na mesma velocidade., já pensando em inteligência artificial, que é algo sem volta e desafiador para os municípios. Mas um programa desta envergadura, acaba mexendo na zona de conforto e no próprio bolso de fornecedores. Logo sua construção foi muito mais lenta do que o esperado. Esse programa, só para citar um exemplo, dará reposta para um médico que atende no hospital e pelo programa poderá ver a ficha do paciente numa UBS, algo que hoje não é possível. .
Gestão pública, e não politicagem
Beto falou sobre as leis, sobre os editais que a atual gestão fez e tem a certeza que o “próximo prefeito de Erechim, entrará para a história”. Diz isso pelo equilíbrio das contas, e pelos contratos bem amarrados de concessão que fez o município, ajustes de leis, culminando com o relançamento do edital de água e esgoto: “Para assinar o contrato a empresa vencedora terá que depositar R$ 30 milhões e ao final do contrato de 30 anos, terá que renovar a concessão por um valor gigante ou tudo ficará para o município”, sentencia Beto para reforçar sua afirmação do próximo gestor: “mas o próximo prefeito só entrará para história, se quiser fazer gestão pública, e não politicagem”, pontua Beto, alertando sobre a possibilidade de interesses obscuros em futuros gestores.