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Política

Falta um ano para as eleições de 2020. E quem são os possíveis candidatos?

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Mais de uma dezena de pré-candidatos em Erechim. Mas na hora H, os nomes vão caindo
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Dia 4 de outubro de 2020, acontece as eleições municipais. Um ano a partir de hoje. E com nova legislação eleitoral e restrição de doação para campanha, os partidos tentam se reinventar para uma eleição para a Câmara de Vereadores sem coligação na proporcional.

Hoje vejo dois movimentos em Erechim, que darão o tom da campanha. Um com o ex-prefeito Paulo Alfredo Polis (MDB) na disputa e outro, sem ele na disputa. Todos os partidos, aguardam questões jurídicas, relacionadas a sua candidatura, se pode ou não concorrer.

Desta forma alguns movimentos são mais tímidos e se aproximam do MDB (que hoje é o principal partido de oposição), oferecendo nomes, mas ao mesmo tempo, de olho na majoritária e no Judiciário.

Com Paulo Polis na disputa, deve ter menos candidatos. Sem ele, que é suplente de deputado federal, muda todo o jogo.

A seguir possíveis pré-candidatos à prefeitura de Erechim. O atual prefeito, Luiz Schmidt, no final da manhã de quarta-feira (2) me falou novamente que não concorrerá as eleições, mas que seu partido tem vários nomes. Comecemos então pelo PSDB

PSDB, disputa interna e a última palavra!

Os tucanos sem Schmidt na disputa, acaba criando um ambiente de disputa interna. E de certa forma, até hostil, em determinadas circunstâncias. Talvez não olho no olho, mas intramuros à fervura é em fogo brando. Nomes da sigla que podem estar na disputa para a prefeitura, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Altemir Barp, o chefe de gabinete, Roberto Fabiani e o secretário de Obras Públicas, Vinícius Anziliero.  Acredito piamente, que a última palavra será do prefeito Schmidt e pode vir um nome de fora ou de outro partido.

PDT, ser ou não governo!

O PDT do vice-prefeito Marcos Lando, praticamente fechou em prol de seu nome para concorrer a prefeito. Já o grupo governista, incluindo o partido do prefeito, PSDB, não cogita em apoia-lo. Se a eleição fosse hoje, tenho a absoluta certeza que, PSDB e PDT não estariam juntos. Desta forma ambos, buscam conversar com partidos fora da coligação. O prefeito não indo à reeleição, o candidato natural seria o vice-prefeito. Mas essa naturalidade não é cogitada nas cercanias do poder, o que empurra Lando para outros voos.

Progressistas quer voltar a ser protagonista!

Os Progressistas que fazem parte do governo atual, tem um único vereador, Eni Scandolara, feito na sobra numa eleição proporcional com o PSDB que elegeu dois vereadores. Já foi o maior partido de Erechim, por conta dos quatro mandatos de Eloi Zanella. Hoje, busca aumentar sua participação na política local, e em encontros recentes do partido, deixaram claro que querem ter protagonismo no próximo pleitos. E quais são os nomes para estarem numa majoritária? Do presidente José Mantovani, ou remotamente, Eloi Zanella. Os jovens tentaram ganhar espaço dentro da sigla, em eleição recente, e não lograram êxito.

 

MDB, oposição e o lado mais conservador!

O MDB tem três nomes para este pleito. O ex-prefeito, Paulo Alfredo Polis, Ana Oliveira que perdeu a última eleição por 12 votos e o vereador, Rafael Ayub que já se colocou na condição de pré-candidato a prefeito em 2020. O MDB será o partido que deve comandar a oposição. Polis, como já escrevi no início do texto, tem uma questão jurídica para resolver. Ana, tem gente de olho nela de partido da base aliada, mesma condição vivida por Rafael Ayub, que tem ligações de parentesco e afetiva com o lado mais conversador de Erechim

PT e o caminho a seguir!

Com três vereadores, e a saraivada que levou nas últimas eleições a nível de Brasil no ano passado, está buscando uma maneira de se inserir numa disputa, já que é repelido por muitos partidos. Querem o seu apoio, mas não querem que o nome apareça. Tem dois caminhos a seguir. Primeiro, fortalecer a base, fazer nominata forte para a Câmara de Vereadores, liberar os filiados e depois sentar com o prefeito eleito. E a segunda opção é lançar o vereador Lucas Farina.

PSB, projeto e vontade!

Desde as eleições passadas, o PSB tem um projeto e ao longo dos últimos três anos, trabalha para viabilizar e colocar na prefeitura, Flávio Tirello, que concorreu na última e ficou em terceiro lugar e sentiu que pode crescer mais. Seu pai, Luiz Antonio Tirello é o maior entusiasta, mesmo sendo do PTB, e essa posição lhe custou a presidência provisória do partido.

 

PTB, executiva provisória e o desejo de dois!

O vereador Claudemir de Araújo já deixou claro que quer estar na majoritária no ano que vem, e concorrer a prefeito ou vice. Seu grupo está no comando do partido, numa decisão que veio da executiva estadual, numa executiva e diretório provisório. Essa decisão acabou destituindo o ex-presidente Luiz Tirello. Caso Tirello, reverta isso o partido pode tomar outros caminhos. Muito se fala que Araújo pode ser o vice de Marcos Lando (PDT).

 

Outros partidos e outro nomes

Outros partidos, tentarão viabilizar nomes para a disputa, como os Republicanos, com Ernani Mello, que já se ensaiou na última eleição, mas acabou não concorrendo para prefeito (estava no PDT).

O Novo também quer estar no pleito, já convidou médicos e empresários para concorrer, mas não obteve ainda uma resposta positiva de nenhum

Quem segue em busca de um nome é o PSL que está com uma executiva nova, mas por hora não apresentou alguém para concorrer. Mas quando falam em PSL, sempre vem o nome do Tiago The Police para a disputa.

Outros partidos menores devem analisar as composições, para posteriormente oferecer apoio, num possível acerto por espaço (leia-se, cargos).

 

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