O prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt (PSDB), encaminhou para vários deputados (estaduais e federais), e o senador Luis Carlos Heinze, um forte desabafo, cobrando o governador Eduardo Leite, que é de seu partido: “caro Governador, sou provavelmente o único prefeito do PSDB que ainda não esteve em audiência com o senhor. Penso que sua agenda é tão cheia que não me atrevi a lhe incomodar”.
Cancelamento de agenda
Na sequência do texto, quis mostrar que ele não está olhando pela região: “A AMAU - Associação dos Municípios do Alto Uruguai –, está desde 18 de fevereiro tentando uma audiência com o senhor. A que estava agendada para 9 de outubro foi cancelada pela sua equipe”.
A decepção
A decepção do prefeito fica evidente, em outras partes do texto: “Caro Governador, cheguei a acreditar que teríamos de sua parte alguma consideração. O seu governo está literalmente matando o nosso Hospital Santa Terezinha. A secretaria da Saúde e a própria secretária da saúde, Arita Bergmann, reconhece a injustiça de que é vítima nosso hospital. Tivemos o cuidado de convidar a secretária para esta audiência por entender ser respeitoso o convite, vez que, ser área de atuação da mesma. Não sei realmente o que dizer diante de tamanho descaso. Quiçá um dia o senhor nos atenda. Respeitosamente me despeço”, escreveu o prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt.
Desabafo, indignação e 35 mil assinaturas
Esse desabafo e indignação veio em função da abertura da Expoara (feira de Aratiba), na manhã de ontem (4), quando estavam presentes representantes de 94 municípios de três regiões – AMAU – AMUNOR e AMZOP -, e foram coletadas mais de 35 mil assinaturas em prol do hospital e o governo do Estado, sequer, mandou representante.
O RS termina aonde?
É aquilo que escrevi na véspera da eleição no último debate do segundo turno entre o ex-governador José Ivo Sartori e Eduardo Leite. A impressão que fiquei é que o Rio Grande do Sul termina em Passo Fundo. Agora tenho a absoluta certeza que parte do Norte gaúcho é relegado, esquecido e isso explica nossas carências, principalmente em infraestrutura, sem contar a saúde pública que cabe ao Estado.