O senador Lasier Martins (Podemos), passou dois dias e meio em Nova Prata. Queria ver de perto o que os jornais do interior estão fazendo. Conversei com ele, rapidamente e assisti sua palestra.
Recursos para o Santa Terezinha
A primeira pergunta que lhe fiz, foi com relação à indicação de R$ 500 mil para a Fundação Hospitalar Santa Terezinha, que prometeu para a delegação do Alto Uruguai que esteve em Brasília várias vezes, quando da apresentação do novo complexo do hospital. Garantiu que os recursos virão para Erechim. Diante de sua afirmação, procurei o diretor executivo do Santa Terezinha, Hélio Bianchi, que ficou muito satisfeito com a notícia e afirmou que o senador sempre cumpriu com suas indicações e acredita que os recursos virão.
Criação do Podemos em Erechim
Outra questão abordada pelo senador Lasier Martins, que está percorrendo o Estado, para montar executivas do Podemos para as eleições do ano que vem, e deve vir à Erechim, em data ainda a ser definida, para fundar o partido na Capital da Amizade.
Extremamente duro
Durante sua palestra foi extremamente duro com os poderes constituídos: Executivo, Legislativo e Judiciário. Em números mostrou os absurdos dos valores gastos. Afirmou não ser fácil mexer nas estruturas viciadas que tem nos poderes, mas que um grupo de parlamentares (pequeno por enquanto), vem trabalhando forte para as mudanças que o Brasil precisa.
Críticas a corte máxima do país
Fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), pela sua atuação que desagrada à população e que tem um projeto de sua autoria, tramitando (de forma lenta por sinal), para mudar o sistema de indicação dos ministros para evitar o aparelhamento.
Sem preparo, mas tem nomes que salvam
Sobre o presidente Bolsonaro, disse que venceu sem ninguém saber como seria seu governo, pois após o episódio da facada, não participou de nenhum debate. Para Lasier, o presidente Bolsonaro não está pronto para o cargo que ocupa (que passa mais tempo tentando ajustar as trapalhadas de seus filhos). Mas elogiou membros de sua equipe, principalmente Paulo Guedes, que se caso deixar o cargo, termina o governo.
CPI da Toga e a engrenagem do Legislativo
Alusão a CPI da Toga também foi abordada pelo senador, que detalhou os gastos absurdos que acontecem no Judiciário, totalmente desnecessários, e que é necessário mexer numa estrutura fechada, que não aceita interferência. Com relação ao Legislativo, do qual faz parte, citou nomes que mandam na engrenagem e como se beneficiam do poder.