Tive a oportunidade de conversar com o ex-senador e ex-governador do RS, Pedro Simon, em Nova Prata, durante a realização do 56º Congresso Estadual de Jornais do Interior e 1º Congresso Brasileiro de Jornais do Interior. No alto de seus 90 anos, apresenta uma coerência e lucidez em suas colocações, que coloca a maioria dos políticos no chinelo. Primeiro me perguntou como andava seu amigo Antônio Dexheimer e lhe disse que está escrevendo um livro sobre o Caso Daudt e continua clinicando.
Quando pegou o microfone, mostrou a verve de sempre. Fez um relato pós ditadura e todo o período de democratização e os problemas conjunturais do país: “Quando o Tancredo Neves morreu, não levou junto o José Sarney”.
E foi fazendo relatos, que traz o Brasil às dificuldades que enfrenta hoje. Todos poderiam ouvi-lo a noite inteira, mas sua esposa, fez sinal, que seu tempo acabou. Uma pena, mas foi possível, passar pela frente dos olhos, o relato de alguém que viveu todo esse período.
No largo de sua experiência política, disse estar disposto a percorrer o Brasil, para derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a não prisão em segunda instância