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Política

O que os políticos querem do Papai Noel? Só tem presente para um!

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Papai Noel está de costas para a prefeitura. Sabe que não conseguirá atender a todos que querem a ca
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Queria ter o dom de ler pensamentos nesse período natalino, só para saber o que os pretensos políticos pediram para o Papai Noel, visando as eleições de 2020. Mas fiz um exercício mental, conhecendo um pouco desse mundo, e tentarei nessa coluna fictícia, que pode virar verdade, descrever o que cada um pensa. Vejamos então.

Luiz Francisco Schmidt

No seu primeiro mandato, terminou de uma maneira melancólica em 2000, após derrota nas urnas para Eloi Zanella. Desde que começou esse mandato, a maior preocupação é com relação aos eventuais benefícios. Se pudesse pedir uma única coisa para Papai Noel, é que termine o governo no ano que vem de forma incólume.

Marcos Lando

O vice de Schmidt, Marcos Lando, quer concorrer a prefeito, com ou sem apoio do atual mandatário. Já externou isso em várias oportunidades. “Papai Noel, eu quero ser prefeito de Erechim, qual o melhor caminho a seguir”. Sempre de poucas palavras.

Pré-candidatos tucanos

São dois do PSDB, que se sabe até o momento, pelo menos publicamente: Altemir Barp (secretário de Desenvolvimento Econômico) e Roberto Fabiani (chefe de gabinete do prefeito). Barp pediria: “Caro Noel, trabalhei muito para esse momento, gostaria de comandar essa cidade”. Já Beto, seria bem direto, mostrando suas intenções: “vamos fazer Erechim do tamanho de nossos sonhos? Deixa eu guiar o trenó por quatro anos Papai Noel?”.

Paulo Polis

O principal nome do MDB, o ex-prefeito Paulo Polis já trabalha forte para o pleito do ano que vem: “Noel, precisamos ver além da curva e não podemos jogar a criança fora com a água do banho. Quero um ano de calmaria”.

Tirello pai e Tirello filho

Tirello pai, não conseguiu ser prefeito de Erechim. Concorreu em 1996 e em 2008. Vê no seu filho Flávio, essa possibilidade: “Me grande amigo Noel, venho até você que já foi generoso comigo, pedir para olhar com carinho o meu filho. Sempre foi uma criança boa, e tem condições de governar Erechim. Dê uma força aí”.

A estrela vermelha

O Partido dos Trabalhadores, tem um grupo discutindo que caminho seguir o ano que vem. As outras siglas o querem, mas não aceitam que ele apareça. O colegiado petista fala: “Companheiro Noel, somos da mesma cor, precisamos estar juntos nesse momento de definições. Ajuda-nos que te ajudamos”.

“Nego, muita água vai passar embaixo da ponte”

Os Progressitas são um dos partidos mais tradicionais de Erechim, e tem o desafio de se reinventar, para continuar tendo força e voz, junto ao poder. Narciso Paludo, dá as cartas, na presidência do partido. Com sua habilidade, sem cartinhas, liga direto para o Papai Noel: “Nego, eu sei que muita água vai passar embaixo dessa ponte. Mas preciso que meu partido esteja forte novamente. Sabemos a força da zebra e da abelha. Queria te dizer que estamos prontos para governar Erechim novamente”.

Trocar a cor das roupas do bom velhinho

O PSL, partido do presidente Bolsonaro, ainda não tem nome em Erechim, mas dá para imaginar: “Caro Papai Noel, nosso presidente está fazendo um projeto para mudar as cores de suas roupas de Natal, pois não suportamos o vermelho. Você escolhe a cor, verde, amarelo ou azul, nada que não esteja em nossa bandeira”.

Não existe almoço grátis

O Partido Novo tentou lançar dois nomes, mas foram reprovados em sabatina estadual da sigla. Sem candidato a prefeito, resta negociar com o morador da Lapônia: “Saudações liberais. Gostaria de ver com o senhor, como fazemos para não dar presentes e sim fazer com que comprem, precisamos ser realistas, não existe almoço grátis. Nos ajude a devolver o fundo partidário, mas que não fique com outros partidos”.

De forma direta e se dirigindo aos irmãos

O vereador Aráujo (PTB) e o ex-vereador Ernani Mello (Republicanos) também falam com Noel: Araújo, de forma direta: “Escuta aqui, quero estar na disputa e preciso que me ajude. O que preciso?”. Já Ernani se dirige a ele, como falaria com um fiel: “Irmão, sei que é bastante ocupado, mas gostaria que pensasse com carinho, no meu pedido. Na outra me derrubaram, mas agora peregrinei durante anos para esse momento, e estou pronto e tua ajuda é fundamental”.

O ostracismo e a oportunidade batendo a porta

Outros falaram com Papai Noel, e fizeram seus pedidos de forma mais secreta, como num confessionário. Eles têm receio da rejeição e preferem nesse momento o ostracismo do que estar na linha de frente. Mas se a oportunidade bater à porta, será um grande presente de Natal.

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