O novo sistema eleitoral está desafiando os partidos políticos na eleição proporcional, para a Câmara de Vereadores. Com as coligações proibidas, as siglas precisam fazer uma nominata cheia para garantir representatividade nos legislativos.
Os números de 2016 como base
Para explicar como ficará o cálculo para preenchimento das 17 vagas em Erechim, primeiro um levantamento de como os partidos foram nas eleições de 2016, individualmente, para posteriormente aplicar a nova regra de preenchimento das vagas que não atingem o quociente eleitoral.
208 candidatos
Em 2016, 208 candidatos concorreram à vereança em Erechim, por 19 partidos distintos. E 11 destes, conseguiram acento na Câmara de Vereadores.
O quociente eleitoral
Na última eleição municipal, foram registrados 60.703 votos válidos (nominais e no partido). E é através desse número que se calcula o quociente eleitoral, dividindo os votos válidos pelo número de vagas (17). Chega-se ao número de 3.571. Esse número baliza, de acordo com a Justiça Eleitoral, o número de cadeiras que cada partido faz. Isso se chama quociente político. Após essa distribuição, todos os partidos registam sobras (média), que servirão, num segundo cálculo, para preencher as vagas remanescentes.
O desempenho
O desempenho dos partidos, em 2016, foi o seguinte, para depois explicar, como ficaria a nova composição, com a lei vigente para 2020:
1º lugar: MDB com 10.343 votos
2º lugar: PT com 8.301 votos.
3º lugar: PDT com 5.969 votos.
4º lugar: PV com 4.717 votos
5º lugar: PTB com 4.644 votos.
6º lugar: PSDB com 4.476 votos.
7º lugar: PSD com 3.992 votos.
8º lugar: PSB com 3.929 votos.
9º lugar: Progressistas com 3.252 votos.
10º lugar: Solidariedade com 2.788 votos.
11º lugar: PCdoB com 2.185 votos.
12º lugar: Republicanos com 2.121 votos.
13º lugar: DEM com 954 votos.
14º lugar: PPS com 883 votos.
15º lugar: PSC com 511 votos
16º lugar: PMN com 507 votos
17º lugar: PL com 447 votos.
18º lugar: PTdoB com 443 votos.
19º lugar: PROS com 176 votos.
Quem estaria fora
Usando como parâmetro esses números apresentados, apenas oito partidos, se fosse com as regras desse ano, teriam assento na Câmara de Vereadores (MDB, PT, PDT, PV, PTB, PSDB, PSD e PSB). Os outros nove partidos que concorreram, quatro deles que tem vereador, não teriam feito nenhuma cadeira: Progressitas (Eni Scandolara), Solidariedade (Márcio Pavoni), Republicanos (Leandro Basso que está licenciado) e PCdoB (Sandra Picoli).
Cláusula de barreira
Com o novo cálculo (já que Solidariedade e Republicanos é a mesma vaga, pois concorreram coligados), três vagas seriam preenchidas por outros partidos. E para evitar que a sobra fique sempre a mesma, cada vaga que sobrou é feita individualmente e só pode concorrer a essas vagas quem ultrapassar a cláusula de barreira, que é de 10% do quociente eleitoral (357 votos).
Cadeiras diretas
Dos 11 partidos que compõe a Câmara de Vereadores, pelo quociente eleitoral (sem coligações), 10 seriam preenchidas de forma direta (duas MDB, duas PT, uma PDT, uma PV, uma PTB, uma PSDB, uma PSD e uma PSB).
Primeira sobra
Na primeira sobra, mais três seriam preenchidas: uma o MDB, uma o PT e uma PT), totalizando 13 cadeiras. As demais entrariam num novo cálculo, para que a sobra não seja a mesma para todos. E essas vagas seriam preenchidas pelo PDT, PV, PTB e PSDB).
Composição final
Com esse novo cálculo, em 2016, as quatro cadeiras restantes seriam preenchidas pelo PDT, PV, PTB e PSDB). E a composição final da atual legislatura seria: MDB com três vereadores, PT com três vereadores, PDT com dois vereadores, PV com dois vereadores, PTB com dois vereadores, PSDB com dois vereadores, PSD com um vereador e PSB com um vereador. E falta uma para preencher, provavelmente pelo MDB.