Nas eleições de 2016, o Solidariedade de Erechim, apoio à candidatura de Luiz Francisco Schmidt e Marcos Lando, que acabaram vencendo o pleito.
Passados mais de três anos da gestão, o partido que tem um vereador, Márcio Pavoni, pode deixar o governo.
“Fomos subaproveitados e não valorizados”
Esse é o entendimento do presidente estadual do Solidariedade, Cláudio Janta, que esteve em Erechim ontem (7), para um encontro de formação de preparação dos pré-candidatos a vereador: “Pessoalmente, acredito que o partido não deva permanecer com o governo. Não fomos aproveitados como imaginávamos. Fomos subaproveitados e não valorizados. Porém, o partido a nível municipal tem poderes para deliberar o que acha melhor para a sigla, mas meu entendimento é de não fazer mais parte”, afirma Janta.
Por que da cobrança?
Essa cobrança por espaço no governo, tem dois nomes. O suplente de vereador Santarém, estava palavreado com o Solidariedade, quando deixou o PRB. Acabou indo para o PSDB. Mesmo caminho, seguiu o chefe de gabinete do prefeito, Roberto Fabiani, que deixou o Solidariedade e foi para os Tucanos: “isso não se faz com parceiros”, cutuca Janta, e coloca a decisão nas mãos dos partidários locais.
Pré-candidato a prefeito
O Solidariedade trabalha com uma nominata cheia para a Câmara de Vereadores, com 26 nomes e pretende eleger duas cadeiras, na projeção que faz. O secretário das Coordenadorias Regionais, Airton Pereira da Silva, tenta amenizar as colocações do presidente: “estamos analisando que caminho tomar. Não queremos entrar num barco furado”. Aliás, Airton já havia sido lançado por Janta, como pré-candidato a prefeito de Erechim e reforçado agora: “temos candidato e queremos apresentar nosso plano de governo”, salienta Janta.
Plano de governo
Entre as bandeiras que o Solidariedade defende é funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) até às 22 horas, criação de um centro de referência de autismo, escolas em tempo integral e uma ampla reformulação do sistema municipal de Saúde.