Indignado, desgostoso e desgastado. É assim que se sente José Rodolfo Mantovani, que recentemente pediu para se afastar da presidência dos Progressistas, em Erechim. No final da tarde de terça-feira, num café no Passarela, contou toda a história, de como se sucedeu a sua saída, inclusive dando nomes de históricos do partido, para uma plateia de três pessoas. Uma delas era eu, que escutei atentamente tudo que disse. E suas palavras foram duras, com alvos certeiros.
Análise de sua trajetória
Primeiro fez uma análise de sua passagem por duas secretarias municipais, um mandato de vereador, e candidaturas a prefeito e deputado estadual, para chegar no momento atual, quando foi eleito presidente do partido, numa convenção tumultuada, que foi duas vezes remarcada.
Quando tudo ruiu
Disse que quando aceitou ser presidente do partido, foi deliberado internamente que poderia implantar o que pensava para o partido. Mas que tudo ruiu numa reunião na casa da vereadora, Eni Scandolara, onde foram ditas coisas impublicáveis entre membros do partido. “Tudo mudou quando perguntei como deveria ser a participação dos Progressistas no governo Schmidt e Lando. Ali vi que não deveria ter aceitado esse cargo, e resolvi pedir para sair da presidência”.
Ofereceram-lhe um cargo
Mas antes disso, alguns, sabendo que Mantovani defendia a saída do governo (por pouco aproveitamento da sigla), lhe ofereceram o cargo de diretor do Procon, e não aceitou, pois seria uma maneira de amordaçá-lo. Mantovani está pensando, e até o mês que vem, define se sairá ou não do partido.