A Lei de Responsabilidade Fiscal deixa, em muitos momentos, os governos municipais amarrados no último ano dos mandatos.
Cito como exemplo Erechim. Com quase R$ 45 milhões em caixa (livres e vinculados) em 31 de dezembro de 2019, tinha a pagar (despesas empenhadas), valor que faz sobrar menos de R$ 11 milhões.
Ao final do ano, o gestor não pode deixar dívidas para o próximo prefeito, a menos que tenha os recursos garantidos em caixa. Logo, o freio de mão será muito forte esse ano. E isso pode sobrar para a Frinape (não tem recursos no orçamento, conforme o colega Salus Loch noticiou ontem) e o Rally Internacional de Erechim, que deve ter o valor repassado diminuído.
E nesse ano, tem obras que consumirão boa quantia de recursos públicos: Caras Pintadas, Pronto-Socorro do Santa, escolas do Maria Clara e do Copas Verdes, UBS Progresso, para citar algumas.
E o prefeito não quer, após o final do mandato, ter que dar explicações no futuro para os órgãos de controle.