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Opinião

Há que se ter coragem para seguir em frente

Adilson Luis Stankiewicz
Por Adilson Luis Stankiewicz
Foto Divulgação

Sempre achei um erro enorme essa situação de somente ligar para o posto de saúde se você tiver sintomas compatíveis com o Covid (tosse, falta de ar, febre, etc.), então você entra no tal monitoramento. Sem medicação alguma, só ficar em casa isolado e tratar dos sintomas tomando um antitérmico. Se os sintomas piorarem, aí a orientação é procurar um hospital. Bom, aí já é tarde, geralmente você já terá o pulmão comprometido, vai para a internação, receberá medicamentos, e daí a evolução para uma internação em UTI e mesmo uma entubação tem se mostrado muito rápida.

Agora vejo uma mudança de postura rápida de muitos profissionais de saúde, prefeitos e mesmo do Ministério da Saúde. Deste último, a orientação agora é que se inicie o tratamento com medicação já na fase 1, ou seja, nos primeiros dias da doença. A prática médica do dia a dia, tem mostrado que o combate nos primeiros sintomas reduz significativamente a piora dos pacientes e consequente lotação das UTI´s.

Na vizinha Passo Fundo, comitê Covid e prefeitura, liberaram a prescrição de todas as medicações disponíveis nos atendimentos SUS, desde que, obviamente prescritas pelo profissional médico. Prefeita de Novo Hamburgo, anuncia que disponibilizará o kit (Hidroxicloroquina, Azitromicina, Ivermectina, entre outros), ao sistema de saúde.

Destaca que participou de videoconferência entre médicos, prefeitos, senadores, procuradores da república, e que a classe médica se divide entre os que defendem o tratamento precoce e os que não recomendam.  Procurador da República ressaltou que cabe ao médico e ao paciente decidir sobre o tratamento e que prefeitos, governadores e presidente não devem interferir, proibindo procedimentos e medicamentos. Em Itajaí, prefeito comprou comprimidos de Ivermectina em quantidade suficiente para distribuir a toda a população, e montou logística própria para isto. Decisão se baseia em observações, principalmente em países africanos, que usam esta medicação em larga escala e estão com taxas baixíssimas de infecção. Isto para citar alguns exemplos, pois são inúmeros os casos de sucesso de enfrentamento a pandemia, utilizando os recursos disponíveis nos casos iniciais pelo Brasil. Um destaque para a cidade de Lajes, mais de 200 mil habitantes, com nenhum óbito.

Aqui em Erechim, acabo de ouvir uma entrevista do amigo e renomado médico Dr. Dércio Nonemacher, Secretário Municipal de Saúde, falando que o município pretende adquirir o medicamento Ivermectina, fazendo excelentes ponderações sobre o uso contra a Covid e as observações nos países africanos. Também argumenta que devemos passar para uma atuação mais ativa no enfrentamento a doença, o que concordo absolutamente. Lembro que a atuação do nosso município, dos profissionais médicos e demais da área da saúde tem sido exemplar, temos apenas 4 óbitos (e cada um deve ser lamentado) até aqui em uma população de 105 mil habitantes. Também temos conseguido manter as atividades produtivas, e assim deve ser, sob a pena de trazermos uma série de graves problemas econômicos que se perpetuarão por muito além do final da pandemia. Os ambientes de trabalho do comércio, indústria e instituições, são os mais seguros, com protocolos rígidos, higienização, uso de máscaras, etc. As pessoas não estão se contaminando no trabalho, isto é fato.

Alguns vão dizer que os medicamentos não têm eficácia comprovada, que não há estudos que os abonem, e alguns até vão gritar histericamente "ciênnnnciaaaa". Esta pandemia está aí há mais ou menos 8 meses (pelo menos a China divulgou os primeiros casos ao mundo no final de novembro/19). Não há possibilidade de fazer estudos sérios, em uma área complexa como a saúde, em tão pouco tempo. Por isso os constantes "vai e volta" das conclusões das pesquisas feitas na área. Neste momento de gravidade da pandemia, vale muito mais a observação empírica do médico, no leito de hospitalização ao lado do paciente, e a eficácia observada dos tratamentos.

 Enfim, não sou da área da saúde, sou Engenheiro Eletricista, empresário, professor, esportista, mas sei observar e avaliar o entorno do mundo que vivo. Minha opinião, este enfrentamento ativo logo trará ótimos resultados.

Finalizo com algo que tenho dito desde o princípio. Há que se ter coragem para seguir em frente, trabalhando, vivendo, e combatendo esta doença. Podemos ter que conviver por muito tempo com ela, e possivelmente teremos muitas outras para enfrentar no futuro. Tem sido assim na história da humanidade, e continuará sendo.

 

Engenheiro Eletricista, professor, empresário e esportista

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