Sei, apesar de saber muito pouco, que todos estão cansados de usar máscara, ouvir que precisam ficar em casa e evitar lugares que acumulam pessoas.
Mas confesso que cada vez mais, entendo menos o porquê da resistência das pessoas não admitirem a realidade.
Realidade vem do latim: “coisa”, isto é, “tudo o que existe”.
Então, para esse grupo de pessoas, o estresse da pandemia os deixou “fora de órbita “.
Não conseguem mais viver a realidade. Estão desnorteados e “vivendo” como se apenas a máscara fosse suficiente ou pior ainda, como se não houvesse mais pandemia.
E a pandemia existe! É real. Ainda.
Como esse povo vive?
Contestam o isolamento social e a obrigatoriedade da vacina. Chegam a proclamar que o vírus não é real. Dizem que é uma mentira criada pelos chineses para sacudir a economia mundial.
Impressionante! Em 25 anos de medicina nunca vi uma mentira matar mais de 200 mil brasileiros. É como se duas cidades do tamanho de Erechim deixassem de existir.
E lembro, que a vacina não é para tratamento individual. É um tratamento coletivo. Uma questão de cidadania. Comenta-se tanto que precisamos resgatar a nossa cidadania. Olha que exemplo magnífico.
Vacinar é uma questão de amor e respeito. Sem custo. Só o coração atua.
Confesso que já vivi muitas situações inusitadas na Medicina.
Mas essa atitude, onde o que importa é o “EU”, um egoísmo coletivo de individualidade, está me deixando descrente em relação “às mudanças pessoais e positivas que a pandemia trouxe”.
Parece que a pandemia veio aflorar o que muitos têm de pior e que estava escondido sob uma capacidade falsa de viver em sociedade.
Mas agradeço aos que não estão viajando, não estão indo à praia, não estão indo às festas e não se aglomeram em locais públicos. Aos que aceitam e propagam a vacina.
Vocês, são a esperança de um mundo melhor para todos.