Os Países Bálticos são os que estão junto ao Mar Báltico: Estônia, capital Tallinn – Letônia, capital Riga – Lituânia, capital Vilnius. São de muita diversidade, grande riqueza cultural, social, política e econômica. Foram, durante muitos anos, de domínio russo. Gradativamente, redescobrem suas identidades, em consequência do colapso da antiga União Soviética.
Países Bálticos
Pertenceram ao Império Russo até 1920, quando conquistaram a independência aproveitando a Revolução Russa, em 1918 –povo contra a monarquia – surgindo depois o Movimento Comunista. Mas a liberdade dos Países Bálticos durou pouco. Foram novamente anexados ao regime soviético, até 1939. Em 1941, durante a Segunda Grande Guerra, Hitler invadiu a União Soviética e esses países foram ocupados pela Alemanha nazista. Depois, retornaram ao domínio de Moscou. Durante a ocupação nazista, praticamente toda a população judaica foi morta. Foi uma época terrível! Hoje, a população está grandemente mesclada resultado das invasões.
Estônia, Letônia, Lituânia
Estes países viveram longo período de atraso econômico. Quando houve o desmantelamento da União Soviética – URSS- durante o governo russo de Mikhail Gorbachev as três capitais: Tallinn, Riga e Vilnius formaram uma gigantesca corrente humana, dando-se as mãos por mais de 600 km ligando as três cidades. Carregavam grandes faixas com a palavra: Freedom! - Liberdade! Em 1990, declararam Independência. Em setembro de 1991 foram, os três países, reconhecidos como membros da ONU.
Consequências da nova liberdade
Esses três países bálticos sofreram com a nova abertura econômica: alta inflação, desemprego, especulação imobiliária. A indústria e a agricultura estavam adormecidas e, em 1991, tiveram que despertar repentinamente para a realidade do mundo moderno. O comércio e a indústria se depararam como os preços do mercado. As exportações garantidas deram lugar à feroz competição global. Apesar dessa terrível herança de um passado soviético, os países bálticos conseguiram se recuperar de forma notável.
O período pós-comunista
A desintegração da União Soviética mergulhou os países da antiga Europa Oriental em uma grave crise. Entretanto, os países bálticos se recuperaram mais depressa que seus vizinhos. Estes não aderiram, sem resistência, ao sistema socialista do regime soviético. Desde os primeiros abalos do bloco comunista, os países bálticos foram os primeiros a reivindicar sua emancipação. Denunciaram um pacto assinado, 50 anos antes, que legitimava a sua ocupação pelos russos. Eles receberam um grande apoio dos países ocidentais. Em 2004, entraram para a União Europeia e, assim, deram as costas para a Rússia. Desde 2004, fazem parte da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte.
OTAN
Esta Organização garante segurança e zela pelos interesses econômicos das nações membros ao redor do mundo. Sua sede é em Bruxelas, na Bélgica.
Claridade e escuridão
As capitais nórdicas não estão muito longe do Círculo Polar. Pouquíssimas pessoas vivem em uma latitude tão elevada, que corresponde à ponta sul da Groenlândia ou do Alasca. Por isso, acontece um acentuado contraste entre o longo período de sol do verão e a interminável noite de inverno. Por exemplo, em dezembro, mal a clara luz do dia aparece, as lâmpadas da rua já se acendem para a noite. No campo, a noite é opaca, mas a lua e o cintilar das estrelas, na neve, iluminam a paisagem. O sol nunca se levanta sobre o horizonte em janeiro e fevereiro. Durante oito semanas reina apenas uma espécie de crepúsculo azulado. Também observei o contrário: durante a minha última viagem a esses lugares. Era o início de verão - junho. Então, não há noite. Há claridade sempre. Como viajava em navio cruzeiro, observei o sol desaparecer. Ele parecia cair no mar. Mas já estava nascendo em outro lado. O fenômeno é mais visível na Estônia, que está mais próxima ao norte. Nela sente-se mais a opressão da estranha penumbra invernal.
A magia das auroras boreais
Verdes, amarelas, violetas, rosas ou vermelhas, as auroras boreais brilham no céu invernal. Nenhuma delas se parece com a outra. Elas desenham espirais, arcos luminosos, dobras vermelhas onde jorram jatos amarelos, manchas de luz pálida, que acendem e apagam como um coração batendo. O outono e o inverno são as estações mais propícias ao espetáculo. Nas capitais nórdicas, esse fenômeno acontece uma vez a cada vinte noites. Bem mais ao norte, ele pode acontecer todos os dias. Já realizei viagens especiais- Noruega, Polo Norte, Alasca - para ver a Aurora Boreal e ainda não consegui. Continuarei...
Conclusão
Não é a história de um povo que determina seu modo de agir, mas principalmente a forma com que ele lida com o seu passado e resolve construir seu futuro. Apesar do redirecionamento, os países bálticos mantêm tensas relações com a Rússia. Esta viu, com certa desconfiança, a adesão deles à União Europeia. Hoje, um dos maiores problemas internos é a evasão da população de origem russa. Receosos, buscam outros países da União Europeia. Não se sentem seguros.
Após o ataque de Putin – presidente russo- à Ucrânia, os países bálticos temem que a ambição dele avance, com o exército russo, para os seus territórios, como fazia a antiga União Soviética. Muros e cercas estão planejados para uma eventual invasão.