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Opinião

Quanto desperdício!

Bem que poderia aparecer uma nova geração de políticos dispostos a transformar a estrutura política brasileira, sacudi-la dá cabeça aos pés, virá-la do avesso, apagar todos os seus vícios e práticas maléficas e improdutivas, numa reviravolta, vicissitude plena, em que ser humano, economia e natureza constituíssem o tripé da sua existência e finalidade.

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Ígor Dalla Rosa Müller
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Jornal Bom Dia

O Brasil tem solução, precisa parar de se autoboicotar como sociedade e se reconhecer como prioridade, mas para o conjunto da população e não somente para 1% dos habitantes, como é hoje.

Bem que poderia aparecer uma nova geração de políticos dispostos a transformar a estrutura política brasileira, sacudi-la dá cabeça aos pés, virá-la do avesso, apagar todos os seus vícios e práticas maléficas e improdutivas, numa reviravolta, vicissitude plena, em que ser humano, economia e natureza constituíssem o tripé da sua existência e finalidade.

E nesta transformação, a política fisiologista, clientelista, desinteressada e indiferente à vida humana brasileira e à sociedade poderia ser extirpada do processo, relegada, banida, condenada ao exílio, servindo de exemplo como conduta nefasta e a jamais ser seguida no meio político.     

Aí surgiria a política humanizada e interessada em colocar em prática os planos de desenvolvimento voltados ao bem-estar humano, fomento econômico e preservação ambiental. Tudo regrado por leis e espírito coletivo, com projetos de caráter público, verdadeiras políticas públicas de Estado, não de partidos políticos.

Aos poucos, à medida que os resultados apareçam, a confiança na política pela população seria reestabelecida, que veria nos representantes públicos, pessoas sérias e comprometidas com o bem-estar das pessoas, engajadas em projetos de reestruturação do país, por ordem de urgência e necessidade.

Destes projetos realizados, moldados para atender as necessidades dos brasileiros, nasceriam outros, novos, mais demandas, mais ações, numa espiral crescente de melhorias e avanços na alimentação, saúde, moradia, trabalho, lazer, cultura, infraestrutura, transporte público, remuneração e poder aquisitivo, na consciência, no desenvolvimento, valorizando e preservando os recursos naturais.

Com as questões básicas sendo resolvidas no país, moradia, saneamento, o conjunto da sociedade começa a resgatar, reconhecer e vivenciar a própria cultura e identidade, por meio da educação, tecnologia e do turismo.

Os impostos pagos pela população seriam reinvestidos em serviços públicos e no desenvolvimento econômico, social e cultural do Brasil. Os recursos seriam aplicados na reestruturação de cada localidade e comunidade deste país, rompendo com a concentração de riqueza e a extrema desigualdade que impera na dinâmica atual. O brasileiro não veria mais o país em que mora como seu algoz e principal adversário. Haveria respeito com o dinheiro público, porque é público, de todos, e ele estaria à serviço da nação e não de uns poucos.

Enfim, seria um outro Brasil que trabalha, pulsa, vive e teria como razão principal e finalidade última o bem-estar dos brasileiros. É demais pensar assim? Com certeza, não. Este Brasil há de chegar? Com o que se vê hoje, não, porque a política – há algumas exceções - se satisfaz com pouco, se limita a ser refém do fisiologismo, ganância individual e da indiferença, em detrimento do bem comum e das inúmeras oportunidades se a riqueza deste país fosse investida na sua população. A política vive a sua feição mais rasa. Este é o tempo que eu vivo. Quanto desperdício!   

 

  

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