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Opinião

Por que chegamos à banalização da vida?

A vida vale pouco ou nada!

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Roberto Ferron
Por Engº Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental
Foto Roberto M. Ferron

Começo por onde finalizei o artigo anterior: por que chegamos ao ponto de que a vida vale muito pouco? A meu ver, a banalização da vida acontece por diversos motivos de ordem social, econômica e jurídica. É um tema complexo e multifacetado, que pode ser abordado de várias perspectivas.

Entretanto, a destruição da família e a falta de valores e princípios na sociedade contribuem para as mazelas da vida. Antigamente, respeitava-se pai e mãe, os mais velhos, os professores, as pessoas em geral, mas hoje, não. Qualquer motivo vira confusão, briga e até morte. Parece-me que está tão simples e corriqueiro matar pessoas por motivos fúteis. A injustiça impera.

Presenciamos diariamente a violência e a falta de respeito pela vida humana, que têm aumentado muito em nosso país e em diversas partes do planeta. Isso pode ser atribuído a vários fatores, incluindo:

  1. Fatores sociais e culturais

a) Desigualdade e injustiça: a desigualdade e a injustiça social podem levar a sentimentos de frustração e raiva;

b) Cultura e mídia: a cultura e a exposição na mídia e na sociedade pode dessensibilizar as pessoas à violência;

c) Educação e empatia: a falta de educação e de conscientização sobre a importância da empatia e do respeito pela vida humana pode contribuir para a violência.

  1. Fatores Psicológicos

a) Saúde mental: problemas como depressão e ansiedade podem aumentar o risco de violência;
b) Controle emocional: a falta de controle emocional pode levar a comportamentos impulsivos e violentos.

c) Decisões judiciais controversas que são percebidas como injustas ou contraditórias podem contribuir para a percepção de injustiça.

  1. Sistema Político e Judiciário

Outro grande problema é o nosso sistema político e judiciário. Hoje, a maioria das pessoas de bem expressa grande insatisfação com a forma como os crimes e os criminosos são tratados. A sensação de impunidade e a percepção de que os criminosos não são punidos adequadamente geram frustração e desconfiança na sociedade, pois sentem que a justiça não é aplicada de forma justa e imparcial.

Algumas possíveis causas dessa percepção de injustiça incluem:

a) Desigualdade no acesso à justiça e representação legal pode levar à percepção de injustiça;
b) Corrupção e nepotismo podem minar o sistema de justiça, levando à perda de confiança no sistema e nas instituições, resultando em decisões judiciais injustas e perpetuando a desigualdade e a injustiça social;
c) Decisões judiciais controversas, que quando percebidas como injustas ou contraditórias, podem contribuir para a percepção de injustiça.

Outro fator de descrença por parte da sociedade, e péssimo exemplo que contribui para a impunidade, é vermos políticos corruptos, bandidos perigosos e traficantes condenados sendo soltos pelo STF. Por isso, nosso Supremo tem sido alvo de críticas por suas:

a) Algumas decisões do STF têm sido consideradas controversas e têm gerado debates acalorados na sociedade;

b) A falta de transparência nos processos e tomada de decisão do STF podem contribuir para a percepção de que as decisões são arbitrárias;

c) A percepção de que o STF é influenciado por questões políticas pode minar a confiança na instituição.

Por outro lado, essas decisões trazem um impacto significativo na sociedade, incluindo:

a) Percepção de impunidade: a soltura de criminosos pode criar a impressão de que a impunidade é comum no sistema de justiça;
b) Desconfiança nas instituições: pode levar à perda de legitimidade e eficácia do sistema;
c) Impacto na segurança pública: a soltura de criminosos pode afetar negativamente a segurança da população.

Há ditados que dizem: “os exemplos arrastam” ou “vêm de cima”. Se os pais, o prefeito, o governador, o presidente da República, juízes e professores não dão bons exemplos, muitas pessoas seguirão os maus exemplos, pois sabem que a impunidade é dominante.

O povo, em geral, fica subjugado a esse sistema perverso que “premia os maus exemplos” e já não tem mais a quem recorrer! E, como se diz, “o crime compensa”!

É hora de mudarmos essa situação! Fica a indagação: como mudar e por onde começar?

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