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Opinião

As algemas da alma – inveja (Parte I)

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Uniao Espirita
Por União Municipal Espírita - Erechim-RS
Foto União Municipal Espírita - Erechim-RS

Ao falarmos sobre as dores da alma, remetemos o conceito à análise da psicologia, que estuda o comportamento humano diante das circunstâncias da vida que se traduzem por mágoa, ressentimento, remorso, inveja e tantos outros desequilíbrios do campo mental.

É em nossa mente que “...estão gravados... todos os recursos psicológicos de nossa personalidade: caráter, cultura, hábitos, aptidões, virtudes, vícios, amor, paixões”. (SOBRINHO, Geraldo Campetti (Coord.). O Espiritismo de A a Z. 5ª Ed. Brasília (DF):FEB; 2018.)

Devemos cuidar da nossa mente, pois cuidando dela, estaremos cuidando também de nosso corpo.

Como vemos, há estreita vinculação entre a psicologia e o espiritismo, pois, “...têm objetivos que se somam: ambos buscam auxiliar o desenvolvimento e o bem-estar do ser humano.” (FERGS)

Inveja e os “Sete Pecados Capitais”

O conceito de “pecado” está relacionado ao desvio de conduta, a um erro, a desajustes íntimos, como menciona o Espírito Kalf Kiran.

Estes “pecados” nada mais são do que as chamadas “dores da alma”.

Orgulho, preguiça, raiva, inveja, gula, luxúria, avareza, estão relacionadas ao campo psíquico e são verdadeiras algemas que nos impedem de vivermos em equilíbrio conosco e com nossos semelhantes. São processos naturais que visam desafiar o ser em crescimento espiritual para sua evolução.

E como acentua Joanna de Ângelis, são desafios que devem ser superados, pois são resquícios de experiências anteriores malsucedidas, traduzidas em impulsos natos e que, a cada existência temos a oportunidade para corrigi-las.

A Igreja medieval instituiu “Os Sete Pecados Capitais”, como tentativa de impedir que o homem enveredasse para o mal, imputando temor pelas “penas eternas”.

Enfatiza o Espírito Hammed, em sua obra As Dores da Alma, que o indivíduo deve ter clareza íntima para discernir esse desajuste psicológico, buscando por si próprio extirpar esse sentimento e não, levar a questão aflitiva a um sacerdote para que o absolva desse “pecado”.

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