E, sobre as penas eternas, Kardec, em sua obra O Que é o Espiritismo, dizia: se ao incutir no povo, ainda na infância espiritual, o temor das “penas eternas”, serviu para frear os instintos inferiores nos indivíduos, foi bem-vindo, o que ele discordava, assentado sobre os preceitos da Doutrina Espírita, era sobre o conceito de Inferno, como suplício para toda a eternidade, o que não se coaduna com a Justiça Divina.
Inveja, menciona Hammed, é muito bem dissimulada nas atitudes do indivíduo: através da disfarçada rivalidade, do sarcasmo, da ironia, da hostilidade demonstrada...
A inveja se resume no desejo do indivíduo de ter e ser o que os outros têm e são, em uma atitude crônica. Uma forma de cobiça que leva ao desgosto em ver o outro em melhor situação que ele.
É querer algo que não é dele “e sentir tristeza pelo bem do outro”. (DIVERSOS Autores. Os Sete Pecados Capitais: uma visão Espírita)
Inveja: a felicidade ligada à comparação
Uma das origens da Inveja é o sentimento que leva o indivíduo a acreditar que sua felicidade está ligada a um protótipo.
Surge, então, a ideia de um padrão que acredita ver nos outros.
Compara-se com os que estão aparentemente felizes; com o que seja ideal (ter uma casa bonita, um carro melhor; viajar; ser saudável; não ter conflitos familiares, amorosos; ter sucesso profissional...).
Por se comparar com os outros, geralmente está insatisfeito, infeliz.
E por não conseguir ter o que imagina ser merecedor, nasce o sentimento de inveja, uma forma de cobiça, que pode resultar em auto-obsessão.
Cada indivíduo é único.
Cada um possui sua própria força criadora, qualidades e expressões e, portanto, diferentes da dos outros.
Devemos nos aceitar como somos, com nossas virtudes e nossos defeitos.
Podemos apreciar as realizações dos outros, mas “...não podemos nos comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro” (NETO, Francisco do Espírito Santo, p/Espírito Hammed. As Dores da Alma).