Palavras que ferem
As palavras são um dos meios de comunicação.
Através das palavras transmitimos afeição, gratidão, consolamos, incentivamos, mas podem também, através delas, disseminarmos preconceitos, mágoa, rancor e ódio.
Quando falamos transmitimos energias provindas de nosso íntimo, sejam de boas intensões, sejam de intensões nem tão boas, que irão atingir o outro, podendo causar-lhes desequilíbrios emocionais, sensações desconfortáveis.
Quando falamos por impulso (sem pensar nas consequências), podemos criar sentimentos e atitudes condenáveis sob o ponto de vista moral e cristão, que perdurarão por longos períodos, senão por várias existências, além de cooptar um número incontável de pessoas que se alinham com a mesma forma de pensar, multiplicando os danos, destruindo reputações e até vidas.
Ódio
O ódio está vinculado ao desejo de vingança, de desejo do mal a alguém em retribuição daquilo que o indivíduo se julga atacado injustamente ou que contraria a forma de pensar.
O Espírito Kalf Kiran, em sua obra As Algemas Emocionais da Alma, enfatiza que, “Retribuir o mal com o mal jamais trouxe progresso para a humanidade”. Ao contrário, replicar o mal com más ações e ódio, denota inferioridade espiritual.
Muitos que adotam a violência, a agressão, a intimidação, a calúnia, em clara demonstração de ódio, não tem capacidade de diálogo, faltam-lhes argumentos.
No outro lado, está o ofendido. Estar atento à ofensa, por exemplo, pode identificar o ofensor e a intenção da ofensa, e melhor conduzir os relacionamentos, substituindo a mágoa, o ódio, a raiva, que podem ser despertados, pela compreensão, pelo perdão, pela indulgência.
Como sugere Kalf Kiran, já mencionado, deve-se iniciar essa mudança perguntando a si mesmo:
- Tais atitudes de rancor, de ódio, têm proveito para mim e para quem os recebe?
- Com esse sentimento estamos fazendo um bem, ou causando dor e prejuízo a alguém?