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Opinião

O passado a Deus pertence

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Clovis Lumertz
Por Clóvis Lumertz – Empresário
Foto Clóvis Lumertz

Se 100% dos CEOs sabem, por que fazem só 10%?

Esta é a contradição silenciosa dentro das empresas.

De um lado, praticamente todos os CEOs reconhecem que suas empresas e mercados não serão os mesmos em cinco anos. Mudança deixou de ser tendência (desde sempre) e virou condição de sobrevivência. Do outro, uma minoria investe em transformação real, não estão amarradas ao curto prazo. E aqui está o ponto incômodo: não estamos falando de tecnologia, nem de contratar alguém para “implantar ferramentas de IA”. Estamos falando de uma nova estrutura, de mudar o jogo.

Estudo da McKinsey mostra, de forma consistente, que empresas que sincronizam marketing, vendas e operação capturam resultados significativamente superiores. Crescem mais, rentabilizam melhor e executam com mais previsibilidade. Ainda assim, a maioria das empresas continua operando em silos, cada macaco no seu galho.

Marketing gera leads que vendas não priorizam, ou até negligenciam e ignoram. Vendas prometem o que a operação não entrega, atuando de forma reativa e passiva. A operação resolve o curto prazo enquanto o estratégico fica numa pasta lá no fundo do servidor.

E então surge a pergunta inevitavelmente bruta: se sabemos o que precisa ser feito, por que não fazemos? A resposta não está na estratégia. Está na “coragem organizacional” ou força de vontade. Porque alinhar exige mexer na estrutura, exige rever poder, exige expor ineficiências que hoje estão escondidas debaixo dos tapetes departamentais.

É mais fácil investir em ferramentas do que em modelo mental. Mais confortável falar de inovação do que redesenhar o modelo de negócio. Mais fácil dar desconto do que rever a proposta de execução do Go To Market.

As empresas que rompem esse ciclo entram em outro jogo. Elas deixam de “empurrar vendas” e passam a orquestrar crescimento. Trocam esforço por eficiência e, principalmente, transformam discurso em resultado. O tal “futuro desejado” não vem apenas de saber que o game será diferente, mas de decidir, de fato, operar diferente desde agora. E o que vemos, de fato, é uma agenda “mais do mesmo”, só que agora com “sabor IA”.

Daí o último questionamento: qual agenda está rolando hoje para realmente discutir e mudar a tua estratégia?

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