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Opinião

Memórias de Viagem: Europa Ocidental e Sul – Suíça – Zurique - 2

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Por Marlei Carmen Reginatto Klein
Foto Divulgação

Ainda Zürich ou Zurique

A maior cidade a Suíça possui a eficácia do sistema de transportes. A precisão suíça impressiona. Seu Centro Histórico está localizado do lado direito do Rio Limmat, que divide a cidade, enquanto no lado esquerdo está o centro financeiro e empresarial. Por isso, costumam dizer: “Os suíços ganham dinheiro no lado esquerdo e gastam no direito”. A região é deslumbrante. Muitos restaurantes, com cardápios à mostra, sugerem o “fondue” de queijo, que não deixa de ser o prato nacional da Suíça. Este, para acompanhar, é sugerido como aperitivo, um gim nacional que era chamado de “Zurique” e, hoje, chamado de “Turicum”.                           

Niederdorf

Localizado no Centro Histórico, onde as típicas ruelas apertadas estão repletas de bandeiras da Suíça, nas sacadas. É o local dos bares e restaurantes. Tudo isso rodeado de prédios históricos seculares. Muito bem preservados com a dedicação de um povo escolhido para fazer a guarda pessoal do Papa, no Vaticano, com seus coloridos uniformes e plumagem na cabeça. Esta sua roupagem é tradição criada, no século XV. Muitas fontes são encontradas pelas pracinhas. Todas de água potável, cristalina e refrescante. Nenhuma fonte é mais procurada do que Munsterhof, cuja bica, quando na primavera, na segunda –feira de abril, brota vinho tinto, numa festa organizada por cooperativas para marcar a chegada da bela estação.

Langstrasse

Era um antigo bairro boêmio com bordéis e cafés. Hoje, atraiu muitos investidores e há empresas de finanças, tecnologia e design. Fazem parte muitos restaurantes, alguns famosos, e o local atrai reuniões de gente jovem. À noite, a animação cresce, muitas cores e com alto astral. Prédios modernos convivem em harmonia arquitetônica com edifícios residenciais de estrutura enxaimel – vigas de madeira encaixadas no concreto - e lindas sacadas repletas de flores multicoloridas. No trânsito, em suas ruas estreitas, circulam no mesmo espaço, carros, bicicletas e outros. O curioso não é o número de ciclistas nas ruas, o que é uma tradição europeia, mas as bicicletas conduzidas por jovens executivos de terno e gravata. O trânsito é tranquilo mesmo quando as vielas confluem para as largas avenidas, onde cruzam bondes, ônibus, veículos de trabalho e de passeio. O policiamento é escasso, pois a Suíça é um dos países menos violentos do mundo.

Zurique West

Fica próxima a Langstrasse. Zurique West era a antiga região industrial. Nela está o Viadukt, viaduto construído, no século XIX, e transformado em centro comercial. São lojas de marcas locais, restaurantes e uma feirinha. Torna-se um ambiente acolhedor e com fins sociais. Os comerciantes pagam um aluguel baixo em troca da contratação de pessoas em situação de vulnerabilidade. Também, muitas antigas fábricas se tornaram casas de jazz, teatros, academias, sede de empresas de tecnologia ou startups. É local mais aberto, sem muito verde e mais concreto. As lojas de grife, como já foi mencionado no artigo anterior, estão no Centro Histórico.

Baden

Ela é uma tranquila localidade junto ao Lago Zurique. Nela se encontra o Jardim Botânico com espécimes de árvores e flores do mundo todo. A Universidade de Zurique é a proprietária e organiza exposições com espécimes estranhos, como as plantas carnívoras. Os alunos cuidam do local com três grandes estufas. Nelas encontram-se espécies vegetais e até alguns animais da tropical África. Muito interessante, pois a Suíça tem um dos invernos mais gelados da Europa. Em Baden, brota uma água termal, rica em minerais. A arquitetura dessa localidade combina o contemporâneo com algum gótico e com o estilo enxaimel- alemão. O maravilhoso, em Baden, é a existência de uma das melhores coleções de arte da Suíça. Ela é composta por doações, de grande valor, graças a importantes industriais da localidade.

Principal praça financeira

A praça financeira da Suíça é uma das mais importantes do mundo. Tudo isso é muito visível na riqueza de seu Centro Histórico com suas luxuosas lojas, seus diversos museus e galerias de arte, onde exposições mostram um percurso pela arte europeia da Idade Média à arte contemporânea.

Zurique de todas as épocas

Nela se encontra uma velha fortificação romana e a sua Igreja Fraumünster – Igreja de Nossa Senhora - do século XIII, construída sobre uma velha abadia beneditina, fundada pelo neto de Carlos Magno. Também, a bela Catedral, do século XII, construída em honra aos mártires romanos da região e, suas torres, fornecem excelente vista da cidade. Nos púlpitos da Catedral, que começou a ser construída católica, foi difundida a Reforma Protestante. Esta propagou a separação com o Vaticano, durante o, século XVI. Hoje, é protestante.    

Conclusão

Os celtas, romanos e alemães que se estabeleceram onde, hoje, é a Suíça  nunca imaginaram que Zurique se transformaria em uma das principais cidades do planeta, cujos  habitantes gozam da maior qualidade de vida. Seu setor financeiro segue prosperando graças às boas condições com as quais contam as grandes fortunas. É a cidade mais conhecida e importante em nível econômico, cultural e social da Suíça. A beleza, a tranquilidade e a segurança de suas ruas a transformaram na cidade que todos desejariam. Numa praça situada num ponto elevado da cidade encontra-se um local para recreação de pessoas idosas. Bancos e jardineiras floridas oferecem lazer e um jogo gigante de xadrez pintado, em um tabuleiro, no chão. Idosos se encontram e buscam momentos de lazer. Tudo sempre pensando na qualidade de vida de seu povo. Quando se deixa o Centro Histórico, onde estão lembranças da velha cidade industrial, entende-se o porquê que Zurique se transformou na principal praça financeira mais importantes do mundo.

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