Embora o ciúme não conste da lista dos chamados “Sete Pecados Capitais”, tem seu lugar no campo dos desvios de conduta.
Sobre o tema, Emmanuel sintetiza: o ciúme “é um indício de atraso moral ou de estacionamento no egoísmo”. (Francisco Cândido Xavier, p/Espírito Emmanuel. O Consolador. Questão 183)
A manifestação do ciúme, diz Joanna de Ângelis, é fruto da falta de autoestima, que gera insegurança e desconfiança, acreditando não ser merecedor “de carinho e devotamento de outrem”, vivendo constantemente o medo de perder a companhia de quem se devota. (Divaldo Franco, p/Espírito Joanna de Ângelis. O Despertar do Espírito)
Quem tem ciúme deseja ser amado, mas o sentido da posse lhe é mais forte, fruto, como dissemos, da insegurança.
É de se mencionar também, aquele que recebe esse sentimento de ciúme, muitas vezes se deixando manipular (um sentimento de passividade), pois que, também detém uma personalidade infantil e, por consequência, insegura. O que pode redundar, mais adiante, em uma reação imprevisível.
Frequentemente o ciumento justifica esse comportamento como prova de amor. Mas o amor não necessita de conflito, de desconfiança.
O amor deve ser espontâneo, “impregnado de sentimentos que se identificam, facultando saúde emocional e bem-estar a todos”.
“Quando buscado com afã, torna-se neurótico, perturbador”.
O amor se nutre da confiança, resultando em uma troca de sentimentos saudáveis, em vibrações de ternura.
O ciumento apenas vê e ouve o que imagina, “transferindo essas fantasias para subjugar o outro a quem diz amar”.