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Opinião

A retomada exige novas façanhas

Paparico Bacchi
Por Paparico Bacchi - Deputado estadual
Foto Divulgação

Ao ser eleito deputado estadual por Erechim e região, assumi o compromisso de trabalhar pelo fortalecimento dos hospitais regionais, legislar em defesa das agroindústrias, propor alterativas para modernização do Estado e não votar aumento de impostos. Mantenho os mesmos propósitos neste segundo ano de mandato.

Na semana passada, mantive audiência com o governador Eduardo Leite. Fui pessoalmente ao Palácio Piratini para solicitar a retirada imediata dos projetos que tratam da reforma tributária. No encontro, disse ao chefe do Poder Executivo que sou sabedor da profunda crise pela qual atravessa o nosso Estado e que estou ciente das consequências e impactos que a morosidade na apreciação desta matéria pode trazer à administração. Porém, reiterei que a complexidade das propostas, a necessidade de se aprofundar o debate sobre o tema e as legítimas reivindicações dos representantes dos mais variados setores produtivos e da sociedade, impõem essa medida.

Seria razoável, no meu entender, que o Rio Grande do Sul aguardasse a tramitação, no Congresso Nacional, do projeto de lei que trata da reforma tributária no País, para, posteriormente, em consonância com legislação federal, elaborar uma proposta de reforma tributária no Estado.

Acredito que, no atual cenário de incertezas, é necessário e fundamental melhorar o ambiente de negócios e criar mecanismos eficientes para reduzir o agravamento do desequilíbrio financeiro na vida das pessoas e das empresas. Entendo que a reforma é urgente e vital para modernizar o sistema tributário existente, mas esse processo não pode onerar o cidadão consumidor e contribuinte. O aumento da carga tributária, nesse momento de retomada, poderia causar efeitos negativos, de grandes dimensões. Este é um pensamento comum entre os gaúchos.

Imperioso destacar que o Rio Grande do Sul implora por uma reforma administrativa completa, severa e integral, capaz de frear a ânsia e a abusividade do ente estatal na cobrança e aumento continuado de tributos. A sustentabilidade financeira do Estado não pode ficar atrelada apenas à cobrança de impostos. Urge a necessidade do Estado remodelar sua estrutura administrativa - gigantesca e precária –, que consome a maior fatia da arrecadação e devolve serviços abaixo da expectativa da população.

Somente com uma profunda mudança nesse sistema, poderíamos sair da crise sem precedentes que hoje atravessamos e, finalmente, voltar e crescer, trazendo à sociedade o verdadeiro sentimento de estarmos realizando novas façanhas, sem o aumento de impostos.

 

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