Os Jogos Olímpicos, na China, aconteceram em 2008 e foram de muita atenção no mundo ocidental. Aconteceram no Estádio “Ninho” de Pequim. Recebeu este nome, pois o seu símbolo foi uma torre encimada por uma plataforma em forma de gigantesco ninho; daí o nome: Ninho de Pássaros. Foram executadas obras milionárias, com prazos de entrega incrivelmente pontuais. Participantes e turistas do mundo todo rumaram para as competições, que mereceram a atenção do mundo ocidental. O país resulta em hábitos diferenciados dos quais estamos acostumados. Hoje, o inglês é muito praticado no comércio, graças ao governo, que se empenha em mandar jovens estudarem, principalmente, na Inglaterra. Querer pronunciar palavras em chinês é muito difícil, pois as diferenças de pronúncia são sutis, e é muito provável não ter certeza do que se está dizendo.
Diferentes aspectos da cultura chinesa: aspectos concluídos por jornalistas que vivenciaram a realidade. Eis o que relataram:
- A língua, sem dúvida, é a principal barreira na China. Todos falam, e não entendemos nada. É aquela sensação de pegar o metrô, ver as estações passando pela janela e não conseguir nem lê-las para tentar começar a se localizar.
- O queijo é artigo de luxo na China; o leite produzido é usado no consumo direto. Para comprar diferentes tipos, o melhor é recorrer às lojas de especiarias importadas — o que resulta em altos preços. Mas se consegue também em pequenos mercados. O queijo é caro, mas a carne vermelha é bem mais barata.
- Nas escolas, os professores são muito respeitados e são a autoridade máxima. Chamam os pais no colégio caso os filhos sejam flagrados flertando com algum colega. Namoros no período escolar, nem pensar. A adolescência é fase para se dedicar aos estudos, pelo menos nos horários de aula.
- Gafanhoto no espeto: a gastronomia chinesa é diferente. Eles comem tudo que possui pé ou patas: o que nada, o que voa. Existem locais para comer espetinhos de insetos, mas não tantos quanto se comenta internacionalmente. Espetinhos de gafanhoto, bicho-da-seda, escorpião e cigarras são muito vendidos para turistas que querem provar. Mas são encontrados em feiras e não fazem parte do cardápio de restaurantes. O “tofu” — queijo de soja — é vendido na rua e come-se quase como bala de goma.
- Os esmaltes chineses para pintura de unhas vêm em cores estranhas. As marcas importadas são muito caras. Na China, não existem salões de beleza com serviço completo: cabeleireiro, depilação e manicure. Cada especialidade atende em um lugar diferente. As manicures chinesas são extremamente habilidosas: em uma pincelada, cobrem a unha com o esmalte, sem borrar. As chinesas gostam de manter as sobrancelhas aparadas.
- A China é terra de boa cerveja — legado dos mestres cervejeiros do período de dominação alemã, no início do século XX. Mas encontrá-la gelada é impossível: é morna. O refrigerante é caro e pouco consumido. A bebida de todo momento é o chá verde. Mesmo quando pedem uma dose de uísque em um bar, o garçom serve junto um chá. Este vem quente ou em temperatura ambiente. Ah, eles apreciam a pipoca para acompanhar drinques.
- Os chineses adoram novelas. Elas entram no ar seguindo o mesmo horário daqui, a partir das 18h. Os dramalhões — pai que procura a filha e a reencontra quase no fim da vida e, claro, no último capítulo — fazem uma pausa para o telejornal da noite e, em seguida, continuam. São dezenas de canais de televisão controlados pelo Estado. Todos passam novelas. Hoje, com o acesso à internet, não é possível controlar o que passa. Praticamente toda a população, atualmente, usufrui da comunicação imediata, sem controle e cortes.
- Não é exclusividade da cultura chinesa, mas a espera, para os chineses, é realizada agachada. Na parada de ônibus, senhores e senhoras ficam de cócoras aguardando o embarque. Em alguns prédios, também se pode encontrar chineses esperando o elevador de cócoras.
Grande Salto à Frente: foi o proposto por Mao Tsé-tung na década de 1950 e foi uma catástrofe para a China. Milhões de pessoas saíram dos campos para trabalhar nas fábricas, resultando em mortes pela fome. Hoje, indústrias margeiam as rodovias. Contêineres com a inscrição “Made in China” estão carregados de mercadorias rumo aos portos de Hong Kong e do Cantão para exportação.
O belo Shopping de Grifes de Pequim: conhecemos o Shopping de Grifes de Pequim. São muitos andares e lojas com as mais importantes grifes da moda internacional. Nele, entre outras marcas, encontramos: Prada, Givenchy, Saint Laurent, Chanel, Valentino, Balenciaga, Louis Vuitton, Cartier, Dior, Giorgio Armani, Hugo Boss, Burberry... Lojas com vitrines de manequins de fisionomia ocidental vestindo belíssima moda. As roupas são de acabamento impecável, com preços muito em conta, diferentes do que uma verdadeira grife cobraria. As atendentes são jovens, falam um inglês impecável e estão muito dispostas a mostrar as mercadorias. Os cartões de crédito são amplamente aceitos... Foi uma surpresa muito agradável na atual Pequim. Tudo, em todas as lojas, não deixa de mostrar o “Made in China” verdadeiro.
Conclusão: desde a década de 1980, a China começou a aceitar a motivação do lucro e fez um esforço para se juntar às grandes potências comerciais. A economia do país, apoiada por investimentos externos, finalmente deu o “Grande Salto à Frente” que Mao Tsé-tung havia sonhado, mas não conseguira concretizar. Hoje, o país aposta em alta tecnologia de ponta. Para isso, o governo também está investindo muito em educação e nos jovens.
Mensagem: a Páscoa é uma data iluminada, com as maiores bênçãos de Nosso Senhor Jesus Cristo. É um dia de celebrar com a família e, principalmente, agradecer mais do que pedir. Feliz Páscoa!