É possível fazer uma analogia entre leitura e gastronomia, possivelmente.
A leitura pode, sim, ser considerada uma “virtude gastronômica” (Rubem Alves).
Essa virtude gastronômica requer uma educação da sensibilidade, a arte de discriminar os gostos.
Na verdade, os livros podem ser comparados às comidas, iguarias que proporcionam prazer ao corpo e satisfação ao espírito.
Assim como a cozinheira prova seus quitutes e os aprova, ou não, o leitor também experimenta diversas literaturas.
E, desse jeito, vai aprimorando-se, podendo assim se deliciar ou até rejeitar; depende dos sonhos que irão fluir.
A arte da leitura (assim como na gastronomia) nos permite avançar nos testes sobre nossa sensibilidade.
Acredito que nossas escolhas estão relacionadas a experiências e convivências, daí nossas preferências.
Ler é se permitir sonhar através dos mais diversos caminhos.
Paz e bençãos.