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Erechim 101 anos

“A municipalidade não pode continuar bancando as funções do Estado”

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Luiz Francisco Schmidt salienta que um dos grandes desafios para Erechim é o asfalto que falta nas l
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Luiz Francisco Schmidt, prefeito de Erechim, fala dos desafios futuros do município, e se mostra preocupado com o tamanho da máquina pública e a incorporação de funções que constitucionalmente não são de sua competência. Veja os principais trechos da entrevista, no dia que Erechim completa 101 anos e tem muitos desafios pela frente:

Como o setor público pode ser um indutor da iniciativa privada para a geração de emprego e renda?

Luis Francisco Schmidt: Buscamos permanentemente incentivar a ampliação das atividades da área privada para geração de emprego e renda, considerando uma população que cresce em velocidade superior ao da criação de novos postos de trabalho, inclusive com intervenção incentivadora direta como foi na solução Cotrel-Aurora e que está acontecendo neste momento com duas empresas de nossa cidade.

O novo distrito na saída para Concórdia na BR 153, tem esse papel para criação de novas vagas?

Schmidt: A disponibilização da área do novo Distrito Industrial Davide Zorzi, permitirá a expansão da planta industrial de nossa cidade, permitindo a geração de novos postos de trabalho e renda que beneficiarão toda a cidade.

No setor público, o tamanho da máquina, acaba consumindo grande parte dos impostos e isso trava o crescimento...

Schmidt: Assim como acontece na União e no Estado, o município precisa rever o tamanho da máquina pública e reduzi-la, melhorando o atendimento e a eficiência. E isso só acontecerá com a qualificação permanente dos servidores públicos, desburocratização, revisão da legislação inclusive do PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano) e também com a dispensa daqueles que não cumprem suas obrigações, o que atualmente não é permitido, por isso a tão aguardada reforma previdenciária e trabalhista.  

Resumindo, o município está desempenhando e pagando a conta do Estado em várias áreas?

Schmidt: Exatamente. A municipalidade não pode continuar “bancando” literalmente as funções do Estado. Existem as cedências com permutas e as cedências puras e simples como são feitas na área de segurança, saúde e também da Justiça. Cedemos servidores, o contribuinte erechinense continua a pagar e estes servidores passam a atender funções inerentes ao Estado.  

Esta prática de cedência acaba retirando o poder de investimento do município que já é baixo?

Schmidt: Praticamente em todas as áreas, pois é aqui que a vida acontece, e, onde muitas vezes o Estado se revela ausente, independentemente dos partidos que elegeram os governadores. Cedências que beneficiam a população sim, mas que deveriam ser bancadas pelo Estado, na Saúde, na Justiça, Segurança Pública, Instituto Médico Legal, Polícia Civil, Brigada Militar, recursos que deixam de ser investidos para que possamos literalmente repito, “bancar” funções que deveriam ser realizadas pelo Estado.

Hoje Erechim, carece de ligação asfáltica com outras regiões e mesmo no Alto Uruguai e esse é um dos desafios que, como cidade polo, precisa buscar alternativas...

Schmidt: O município precisa urgentemente das ligações rodoviárias intermunicipais de nossa região. Cito de Aratiba até Itá (SC), da ligação com a Encosta Superior do Nordeste, área da Amunor (via Maximiliano de Almeida) e também da BR 153 até Passo Fundo (Transbrasiliana). Estas rodovias representam o que as veias e artérias representam para os humanos, alimentando nossa economia regional e local.

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