A afirmação é do presidente da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim - Accie, Ari Fábio Vendruscolo. Em entrevista ao Bom Dia, ele comenta sobre os desafios e as expectativas para o desenvolvimento de Erechim e região.
BD - Como o senhor avalia o que está por vir para a indústria, e de que forma potencializar os resultados em um mundo cada vez tecnológico?
Fábio - Como em todo lugar, no Brasil o futuro das indústrias passa por uma reciclagem muito grande, pois o que se vislumbra é um mercado cada vez mais competitivo. Minha opinião é que as indústrias devem se modernizar, adequando-se para poder atender as necessidades do consumidor. Isso envolve não só da ‘porta para fora’, do o consumidor exigente, mas, também, da ‘porta para dentro’, porque o colaborador, igualmente tem grau de exigência. O futuro das empresas, para que tenham sucesso e se consolidem, passa por buscar cada vez mais a inovação e a tecnologia, sempre lembrando que para fazer a tecnologia funcionar e dar certo, precisamos de mão-de-obra. Quando conseguirmos aliar estes dois fatores, teremos uma produção mais dinâmica, pois quando se tem produção dinâmica se tem um custo menor e quando falamos em custo menor isso quer dizer que ele está dentro de nossa casa, dentro da indústria. Não vamos falar aqui de governos e nem de carga tributária, pois esta nos é imposta. Por isso, para estar e manter-se à frente vamos ter que, de agora em diante, já quase atrasado, rever conceitos, nossa forma de trabalhar, nossa cultura operacional dentro das empresas. É isso que vai definir maior ou menor êxito daqui para frente.
BD - Qual é a importância do novo distrito industrial para o futuro do setor em Erechim?
Fábio - O novo Distrito Industrial para o futuro do setor é fundamental. Nós temos grandes dificuldades em infraestrutura para acomodar as pequenas, médias e grandes empresas que temos. Então, precisamos urgentemente abrir as portas e colocar em prática esse novo Distrito Industrial para que ele abrigue essas empresas. Temos muitos projetos na indústria, que estão para sair das gavetas e colocados em prática com a instalação do novo DI. Eu diria que o investidor, o empresário, está pronto para isso. Porém, há alguns entraves que prejudicam o andamento dos negócios. Entretanto, asseguro que o novo Distrito Industrial de Erechim tem um papel importantíssimo para a manutenção da nossa cidade, na geração de empregos e renda de todas as formas.
BD - Por fim, Accie e Erechim tem praticamente a mesma idade, é possível dizer que elas avançaram de mãos dadas? Se não avançaram mais, o que faltou e por quê?
Fábio - Sim, sempre andaram de mãos dadas, talvez em alguns períodos um pouco menos e em outros um pouco mais, mas cabe salientar que a história da Accie e de Erechim ou de Erechim e da Accie se confundem muito por elas andarem irmanadas. Não tem como desvincular uma coisa da outra, as duas sempre foram fundamentais. A Accie sempre deu suporte ao poder executivo e este sempre deu força para a Accie. As duas se completam. Eu vejo dessa forma. Não vejo que tenha faltado alguma coisa, pois como falei anteriormente, cada momento teve o seu êxito ou o seu fracasso, por um motivo ou outro. Não cabe a nós julgarmos se faltou alguma coisa ou não. Claro que a gente fica sempre na expectativa que algo diferente o município nos disponibilize para fomentar, para agilizar, para melhorar o processo todo que é o interesse forte da Accie, o interesse dos empresários que é uma classe que gera emprego e renda e quando se gera emprego e renda todo mundo colhe frutos e fica feliz.